Entenda as transformações que estão moldando o mercado e como preparar sua estratégia para o novo cenário do varejo em 2026.
O Cenário Atual
2026 já começou e o varejo passa por um momento de grandes mudanças. O comportamento do consumidor está diferente, novas tecnologias ganham espaço e o mercado se transforma cada vez mais rápido. Por isso, acompanhar as tendências que vão guiar o varejo em 2026 é essencial para que as empresas se preparem e continuem competitivas ao longo do ano.
O Novo Consumidor
Antes de falarmos sobre o varejo no geral, é importante pensar em quem movimenta esse mercado: os consumidores. Em 2026, o comportamento de compra segue em transformação, com consumidores cada vez mais seletivos e cuidadosos. Segundo a Consumer Outlook Guide to 2026, pesquisa global da NIQ (NielsenIQ), o consumidor atual avalia melhor cada compra, priorizando marcas que entregam valor real, clareza e confiança, e não apenas preço baixo.
Esse movimento reflete um cenário em que a cautela virou regra. Mesmo quando há uma percepção maior do que passa confiança no mercado, os custos do dia a dia não param de aumentar, assim como a variedade de opções. Com isso, o consumidor pesquisa mais, compara mais e pensa melhor antes de tomar uma decisão.
Nesse cenário onde a decisão de compra é mais criteriosa, existe algo que auxilia o comprador não só na hora de decidir, como também em todo o processo de compra: a tecnologia, que deixa de ser apenas um suporte operacional para se tornar a principal aliada na construção de uma jornada personalizada e eficiente.

Tecnologia e Inteligência Artificial
Se em anos anteriores a Inteligência Artificial era vista como uma promessa ou um simples chat de atendimento, em 2026 ela se torna o braço direito da operação varejista. Isso aconteceu pois agora elas evoluíram para Agentes de IA: um sistema que observa, decide e age de forma automática para cumprir sua tarefa.
– A IA está se tornando cada vez mais imperceptível. O consumidor nem percebe que está interagindo com um robô e por isso os processos estão se tornando mais naturais;
– Estudos feitos pela Gartner dizem que até o final de 2026 40% das aplicações empresariais terão agentes de IA integrados para tarefas específicas. Um grande salto em comparação aos 5% do ano passado;
– É perceptível também a confiança que os compradores depositam nessa inteligência. 64% deles estão abertos a comprar novos produtos sugeridos por IA, segundo dados da Capgemini.
Dentre as funções que esses agentes podem exercer em prol do varejo, podemos destacar:
Previsão de demanda: Ajuda a prever o que vai vender mais, considerando movimento da loja e época do ano, para manter o estoque certo e evitar desperdícios.
Automação da retaguarda: Facilita o uso de ferramentas de precificação e controle de caixa, mesmo para pequenos e médios varejistas.
Apoio inteligente à compra: Identifica quando o cliente pode precisar comprar novamente e sugere produtos de acordo com seus hábitos reais.
Recuperação de clientes e vendas: Utiliza IA para aplicar mecânicas de Giftback que trazem de volta clientes inativos e aumentam o ticket médio.
Personalização de larga escala: Permite atender muitos clientes ao mesmo tempo, de forma rápida e natural, usando agentes inteligentes.

Toda essa tecnologia, além de otimizar e agilizar os processos, também participa de uma outra tendência desse ano: a hiperpersonalização.
Hiperpersonalização
Esse é um conceito que já existe há alguns anos, porém foi neste ano atingiu seu ápice. Enquanto a personalização utiliza dados básicos e essenciais, a hiperpersonalização eleva esse nível ao considerar todo o contexto do comprador, incluindo seu comportamento, necessidades e outras informações relevantes. Com isso, é possível oferecer a abordagem certa, para o cliente certo, no momento e no canal certos.
Exemplos de conteúdos hiper personalizados:
• Mídias pagas com itens/serviços que o consumidor demonstrou interesse recentemente;
• Ofertas selecionadas para um certo login de um site e-commerce
Em 2026, investir nesse conceito é muito importante, pois faz com que o consumidor sinta que está sendo compreendido. Além de humanizar a relação, a hiperpersonalização facilita a jornada de compra ao direcionar a oferta certa para aquela pessoa.
Trade Marketing em 2026
A tecnologia e a personalização auxiliam o varejista estrategicamente, porém para o consumidor final, é no PDV que a decisão de compra acontece.
Nesse contexto, o trade marketing surge mais forte para tornar o ponto de venda um espaço de confiança e não apenas um local de transação. Como aponta o portal Varejo S.A., o grande diferencial está na valorização do contato humano: o promotor deixa de ser apenas um repositor e passa a exercer um papel estratégico, articulando dados e garantindo uma entrega consistente no campo.
Para o especialista Jorge Luis Barreda, o ponto de venda em 2026 precisa ser inteligente e direto ao ponto. Ele destaca cinco mudanças principais:
Olho vivo no estoque: O uso de aplicativos que avisam na hora se um produto acabou ou se o preço está errado, evitando que o cliente perca a viagem e a loja perca a venda.
Prateleira inteligente: Cada espaço na estante passa a ser usado apenas para o que realmente vende, garantindo que o cliente sempre encontre os seus produtos favoritos à mão.
Decisão em 3 segundos: Como defende o especialista, o cliente decide a compra em um intervalo de apenas 3 a 5 segundos; por isso, as mensagens no ponto de venda precisam ser certeiras e diretas para facilitar essa escolha rápida.
Jeito certo para cada loja: A estratégia muda se a loja for um mercadinho de bairro (foco na amizade e rapidez) ou um grande hipermercado (foco em promoções e cartazes).
Menos barreiras: O objetivo final é que a compra seja como uma “pista livre”, onde tudo é fácil de achar e nada atrapalha o caminho do consumidor.

Diante disso…
Em 2026, o varejo segue em movimento. O consumidor está mais atento, avalia melhor cada escolha e espera experiências simples e coerentes com o que a marca promete.
Para quem está no varejo, o desafio não é apenas acompanhar todas as tendências, mas sim entender quais realmente fazem sentido para o seu negócio e para o seu público. Quem conseguir ler melhor esse cenário, ajustar processos e tomar decisões mais conscientes tende a atravessar 2026 com mais consistência e menos improviso.
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Fontes: https://www.supervarejo.com.br/varejo/calendario-promocional-do-varejo-2026-aproveite-datas-sazonais https://www.supervarejo.com.br/varejo/tendencias-do-varejo-para-2026-mudam-a-experiencia-de-compra https://exame.com/marketing/nrf-2026-10-tendencias-e-previsoes-que-vao-moldar-o-varejo-em-2026/ https://inforchannel.com.br/2026/01/10/cinco-tendencias-que-irao-moldar-a-industria-e-o-varejo-em-2026/ https://exame.com/bussola/as-4-tendencias-que-guiarao-o-varejo-popular-em-2026/ https://blog.vocedm.com.br/principais-tendencias-do-varejo-para-2026/ https://www.totvs.com/blog/gestao-varejista/tendencias-do-varejo/ https://www.linkedin.com/posts/jorge-luis-barreda_trademarketing-shoppermarketing-puntodeventa-activity-7396330990182301696-UoFo/ https://nielseniq.com/global/en/insights/report/2025/consumer-outlook-guide-to-2026/